Lisca chora em despedida do América: ‘Oportunidade quando pouca gente acreditava em mim’

O técnico Lisca, que após um ano e quatro meses de trabalho no comando do América pediu demissão nesta segunda-feira, fez sua despedida do Coelho no CT Lanna Drumond, em entrevista ao canal do clube no YouTube.

O ex-comandante do Coelho se emocionou em diversos momentos da entrevista, principalmente ao agradecer Marcus Salum, diretor geral de futebol do América e, à época, presidente responsável pela contratação de Lisca. O dirigente, aliás, fez questão de frisar que a saída do treinador não era um plano da diretoria.

“Estou aqui para fazer um comunicado, logicamente, contra a nossa vontade. Mas, o futebol é assim. O Lisca me procurou pedindo seu desligamento, dizendo que ele está esgotado e que ele entende que o melhor nesse momento é se afastar da direção técnica do América”, disse Salum.

“A gente quer dizer, primeiro, para todos, que a gente lamenta muito, mas entendeu ser irreversível a decisão dele. É agradecer ao Lisca por tudo que ele fez pelo clube, pelo trabalho belíssimo que foi realizado nesses um ano quatro meses, e a gente deseja um bom descanso e toda boa sorte do mundo para ele”, concluiu o dirigente.

Depois do rápido pronunciamento de Salum, Lisca é que pegou o microfone para falar sobre sua saída, antes de responder a perguntas feitas pela imprensa. Com a voz ‘embargada’, o agora ex-técnico do Coelho retribuiu os agradecimentos do comandante geral de futebol, quando disse que o dirigente confiou em seu trabalho ‘quando pouca gente acreditava’.

“É difícil para mim também [se despedir], Salum. A nossa relação sempre foi muito transparente, correta. Primeiramente, eu queria gradecer a você, pela oportunidade que me deu, quando pouca gente estava acreditando em mim, e você acreditou do meu trabalho, e a gente fez, realmente, um grande trabalho aqui”, iniciou Lisca.

“É difícil sair de um clube como o América, com o ambiente que a gente tem, o respeito que todos tem com o meu trabalho, com a minha pessoa, principalmente. Quero agradecer a todos funcionários também aqui representados. Às ‘tias’ [funcionárias, de modo geral] do clube, aos jogadores, também, à torcida”, estendeu.

Na sequência, Lisca procurou se dirigir à torcida americana. Ele relembrou que os torcedores, por pouco, não comemoraram títulos sob seu comando. Em seguida, o treinador procurou explicar porque pediu demissão e buscou frisar que não deixou o América por convites de outros clubes.

“Faltou pouco para a gente ser campeão, tanto da Copa do Brasil [2020], Campeonato Brasileiro Série B [2020], Campeonato Mineiro [desta temporada], mas conseguimos elevar o nome do América muito alto, representar muito bem o clube. Mas, infelizmente, neste início de Série A a gente não está conseguindo os nossos objetivos, eu principalmente. Procurei o Salum, hoje, porque, na minha avaliação, é melhor para todos nós, para o América, ter uma nova energia, uma nova maneira, um treinador com energia total [para conduzir o clube na permanência na Série A]”, justificou.

“Muita gente está especulando, se vou para um lugar ou outro, mas, não, realmente estou indo para minha casa, não estou aqui saindo por convite nenhum de outro clube. Como o Salum falou, tem ciclos que terminam, e acho que chegou meu fim nesse meu primeiro ciclo aqui. Acredito que a gente possa novamente se encontrar no caminho, e o América vai crescer muito”, finalizou.

Números

Em um ano e quatro meses no América, Lisca comandou o time em 82 jogos, obtendo 40 vitórias, 27 empates e 15 derrotas, com um aproveitamento de 59,7%.

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