No tempo da bola

No tempo da bola
Por Antônio Célio
Do terrão já surgiram muitos craques
Dos campos de terra saíram grandes craques para o futebol brasileiro. Um dos grandes exemplos, o extraordinário Mané Garrincha, que encantou o mundo com um jogo hábil e de pura arte.
No campinho do aglomerado de Pau Grande, na metrópole do Rio de Janeiro, o então menino das pernas tortas dava os seus primeiros passos no esporte mais popular do globo terrestre. De lá, chegou em Marechal Hermes, campo de treino do Botafogo, nos anos 50, quando chamou a atenção da comissão técnica do glorioso alvinegro.
Com seus dribles desconcertantes, Garrincha chegou à seleção brasileira, e conquistou o mundo na copa de 1958, na Suécia, quando ao lado de Pelé e Cia. Repetiu o feito em 1962, no Mundial do Chile, com o bi-campeonato. Ele foi apenas um dos exemplos de tantos craques que saíram do terrão.
Em Bocaiuva, apesar dos gramados dos estádios Municipal Levi José dos Santos e Manoel Pereira, este de propriedade do Vera Cruz, bem como dos campos soçaites sintéticos da Arena e da AABB, muitos ainda gostam de rolar a bola pelos cascudos campinhos baldios dos bairros periféricos.
É o caso, por exemplo, do Terrão do Bairro Maria Rosa, onde acontece o campeonato Marcelo Som, conquistado no último domingo, pelo União Zumbi, que bateu o Grêmio, do Bonfim, por 1 a 0, na final. Que um dia possam sair dali craques para os grandes clubes do Brasil.
Foi do terrão de Engenheiro Navarro, cidade vizinha, que saíram Miltinho Almeida, artilheiro do campeonato mineiro de 1959, pelo Sete de Setembro, de Belo Horizonte, e, André Dias, que atuou por equipes como Cruzeiro, América, Vasco, Santos, Paraná, e, também no Catar.
Até a próxima edição!

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