Nada mais interessa! Nós somos a festa!

Mal passou a ressaca do verdadeiro 9 a 2 e a maior torcida de Minas Gerais precisou esfregar o rosto com água fria e encarar uma nova disputa eletrizante: a eleição mais acirrada da história do clube.

A diferença pequena de votos entre Wagner Pires de Sá e Sérgio Santos Rodrigues mostrou o quanto a peleja deveria ser encarada com seriedade. Nunca se resumiria a uma reunião de condomínio entre moradores de sapatênis num prédio de Lourdes. Jamais seria fácil como um 6 a 1.

Era o futuro da razão de vida para 9 milhões de loucos. De respeito mútuo entre as chapas, mas principalmente pela instituição chamada Cruzeiro.

Houve um lado vencedor, como em qualquer eleição, mas ao contrário do verdadeiro 9 a 2, não há espaço para traumas ou soberbas. O Cruzeiro e sua torcida não se apequenam. Um pleito eleitoral não pode dividir um gigante.

O momento é de vencedores e vencidos pensarem em algo muito maior do que eles próprios: a torcida do Cruzeiro, essa sim é quem move esse clube gigantesco do Brasil.

Somos o time do povo! O time da rodoviária, do interior, da Savassi, da periferia, do Palestra ao Cruzeiro. Do Barro Preto, da Geral, da Máfia, da Campestre, da Mancha, da Timbiras, da Pavilhão, do Conselho Deliberativo, da FAL, da Metalzeiros, da comunidade italiana, do Norte de Minas, da Zona da Mata, da Jovem, da cativa, da Resistência Azul Popular e do Memória Celeste.

O primeiro passo deve ser aglutinar. Quando uma eleição faz com que o clube se divida ao meio nas urnas é preciso serenidade. Teremos muito a ganhar se houver essa aliança.

Amamos um clube que tem uma história centenária de títulos. Assim queremos continuar pelos próximos 100 anos.

O verdadeiro 9 a 2 começa com o “gigante dos gigantes” Brandi; passa por Lemos e Furletti; renasce com Mascis e Perrellas e se completa com o presidente de maior média de títulos, Gilvan de Pinho Tavares. O 9 a 2 não é só do primeiro ou do nono título. É de todos! Isso dá ao nosso presidente, e à sua equipe de trabalho, uma oportunidade: manter a escrita de gigantismo do Cruzeiro. Fazer o 9 virar 10.

Transformar o bi da Libertadores em tri. Elevar o sonhado Mundial à realidade. Chegar, então, ao dia em que o Rei de Copas, finalmente, se tornar o Rei de Tudo.Para isso, é lutar por oficializar o Mineirão como nosso coliseu, dar-lhe o nome de Estádio Eduardo Gonçalves de Andrade, Tostão. Trocar as placas de sinalização do trânsito para “covardes, virem à direita para o Anel Rodoviário” e “gigantes, sigam reto para o Mineirão/Tostão”.

É manter o elenco pentacampeão, o comandante e resgatar Goulart, Moreno e outros tantos que honraram o manto azul.

Ter força política. Impedir o uso de cargos públicos e de instituições, pois honraríamos assim a história de luta e de trabalho dos nossos imigrantes italianos, que tanto sofreram com o preconceito.

Estreitar a relação entre a sede da Timbiras e as arquibancadas. Por que não começar por lutar junto pela volta das faixas no anel superior do Mineirão?

Pensar, sim, em democratizar ainda mais a eleição do clube, já que as arquibancadas provaram ter capacidade de mover o nosso programa de sócio- torcedor.

Esperamos isso, pois nós, torcedores, continuaremos fazendo das arquibancadas do Mineirão a nossa tribuna. Manteremos nosso grito como plataforma de governo. Confirmaremos a nossa paixão pelo manto sagrado como o juramento de fidelidade aos princípios que nos movem:
Amar o Cruzeiro. É o que interessa!

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