Granata questiona renúncias de Wagner e Hermínio no Cruzeiro e indica que não abdicará do cargo sem deliberar sobre termos da ata

A renúncia coletiva da alta cúpula do Cruzeiro ganhou mais um capítulo. Mesmo depois de o presidente Wagner Pires de Sá e do primeiro vice, Hermínio Lemos, apresentarem cartas assinadas abdicando dos respectivos cargos, o segundo vice, Ronaldo Granata, recuou momentaneamente da decisão de abrir mão do seu mandato. Em carta entregue à imprensa nesta sexta-feira (leia abaixo), ele relata a inexistência de assinaturas de seus pares na ata com os termos da renúncia em bloco e questiona os poderes que serão dados ao futuro Conselho Gestor. Segundo ele, nada foi deliberado e sim imposto pelo presidente do Conselho Deliberativo, José Dalai Rocha.

(Foto: Tiago Mattar/Superesportes)

 

Granata afirma que a ata de renúncia que lhe foi apresentada não tinha as assinaturas de Wagner Pires de Sá e Hermínio Lemos, diferentemente do que os dois pares informaram publicamente em notas divulgadas pelo Cruzeiro. Os dois teriam firmado apenas cartas de renúncia, sem o devido valor legal para a renúncia em bloco.
O segundo vice-presidente ainda critica a falta de deliberação das matérias propostas na ata de renúncia. “(…) nunca foram objeto de deliberação, mas sim de imposição do Presidente do Conselho Deliberativo”.
No documento, Granata também questiona a nomeação aleatória dos membros do futuro Conselho de Gestão, também chamado de Conselho de Notáveis, e os poderes dados ao órgão. Pela ata, os oito integrantes exercerão as funções de um presidente executivo.
“(…) o 2º vice-presidente desde já questiona a forma de criação e nomeação do Conselho de Notáveis, bem como os poderes conferidos aos seus membros, de forma imposta, em contrariedade ao previsto no Estatuto, eis que trata-se apenas de um órgão consultivo e opinativo”, escreveu Ronaldo Granata no comunicado.
Na parte final da nota, Granata dá indícios de que não assinará a ata sem que os termos da renúncia sejam “verdadeiramente” deliberados. Ele se colocará à disposição para discutir os termos. “O objetivo é seguir inteiramente as previsões do Estatuto Social, bem como, evitar eventual responsabilização por atos passados e futuros”.

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