Barbárie no Mineirão após queda do Cruzeiro repete cenas do Couto Pereira

A barbárie tomou conta do Mineirão na tarde deste domingo (8), após a derrota do Cruzeiro para o Palmeiras por 2 a 0, que culminou com o rebaixamento da Raposa para a Série B do Brasileirão. No local, ao invés de bola rolando, o que se viu a partir dos 35 minutos do segundo tempo foram cenas de selvageria, com bombas lançadas nas arquibancadas, cadeiras quebradas sendo arremessadas, invasão de torcedores e pânico generalizado. Do lado de fora, as cenas se estenderam, o que lembrou e muito outro episódio ocorrido há dez anos.

Em 6 de fevereiro de 2016, o estádio Couto Pereira, no Paraná, era palco de uma das maiores barbáries de que o futebol brasileiro já teve notícia. Revoltados com o empate por 1 a 1 entre Coritiba e Fluminense, resultado que rebaixou o alviverde para a Série B do Campeonato Brasileiro, torcedores coxa-brancas invadiram o gramado e transformaram a arena em um palco de guerra, entrando em conflito com a Polícia Militar, jogadores e trio de arbitragem.

A selvageria deixou 18 feridos e um prejuízo de cerca de R$ 500 mil (valores da época) para a recuperação do estádio. Além disso, o Coritiba foi punido com a perda de 30 mandos de campo no ano de 2010, que foram reduzidos para dez, posteriormente.

À época, o clube foi denunciado três vezes no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (deixar de tomar medidas capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto). Uma pela invasão de campo, outra pelo tumulto e a terceira pelos objetos arremessados no gramado, mesma situação vista no Mineirão nesta tarde.

O Cruzeiro aguarda, agora, a súmula do árbitro Marcelo de Lima Henrique. O documento servirá de base para a procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciar ou não o clube estrelado.

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