Jair volta na reta final para preencher lacuna no Atlético

Na frente, Ricardo Oliveira não tem feito os gols que se espera de um famoso e experiente atacante. Na armação das jogadas, onde a expectativa é contar com algo “diferente”, o camisa 10 Cazares vive de irregulares lampejos de craque. Talvez esteja nessa lacuna a explicação para a tão sentida ausência do volante Jair no time do Atlético.

Ele está fora da equipe desde 26 de setembro, devido a um estiramento no músculo posterior da coxa direita. Na ocasião, deixou o campo no fim do primeiro tempo da partida contra o Colón, pela semifinal da Copa Sul-Americana, queixando-se do mesmo problema que o afastara dias antes dos gramados. O retorno antecipado agravou a lesão e o Galo ainda foi eliminado no Mineirão. Duplo golpe.

Agora, o volante assegura estar pronto e ansioso para reassumir seu posto no meio-campo alvinegro amanhã, às 19h, contra o Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileiro.

“Estou me sentindo bem. Foram longas sete semanas parado. Agora, estou feliz por poder voltar. É chato ter ficado de fora para quem estava em uma sequência boa. No jogo contra o Colón, era importante ter antecipado um pouco a minha volta. Agora, consegui ficar o tempo (tratando) que tinha de ficar para voltar bem”, avalia o jogador.

O período em que ficou fora de combate coincide com o declínio do Galo no Brasileiro. Como titular, Jair participou de 11 jogos e venceu oito. Sem ele, foram 11 jogos e apenas três vitórias, com quatro derrotas e quatro empates.

Jair, no entanto, recorre à modéstia para minimizar sua ausência no time. “Estávamos jogando em um estilo diferente. Cada volante tem uma maneira de jogar, um estilo de jogo diferente. Da forma que estava jogando, o time estava mais entrosado. O Zé Welison não tem a minha característica, ele é mais de marcação, o Ramon Martínez também. Isso muda um pouco o estilo do time jogar”, disse Jair.

Retorno antes da hora

A volta precipitada no duelo decisivo e frustrante contra o Colón, partida de volta das semifinais da Copa Sul-Americana, no Mineirão, é admitida pelo jogador.

Questionado sobre a liberação antecipada do departamento médico, já que não estava plenamente recuperado do primeiro estiramento na coxa direita, o volante alega que, naquele momento, colocar-se à disposição era o mais adequado a ser feito.

“No futebol, é preciso fazer escolhas. Naquela época não estava sentindo dor, mas precisava ter ficado mais uma semana (tratando) para ficar zerado. Mas são escolhas e optei por ajudar meus companheiros. O Rodrigo (Santana, ex-técnico) sabia do risco, mas faz parte do futebol”, resigna-se.

Naquele dia, o Atlético venceu o Colón por 2 a 1 no tempo normal, mas foi eliminado da competição na decisão por pênaltis, por 4 a 3.

 

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