Em jogo de muitos erros, Cruzeiro apenas empata com o Ceará, no Castelão

Um jogo infartante. Sufocante. O empate por 0 a 0 com o Ceará, no Castelão, em Fortaleza, pode ter feito o time estrelado deixar a zona de rebaixamento, agora na 16ª posição, chegando aos sofridos 19 pontos na tabela de classificação e prevalecendo sobre o CSA no saldo de gols. Porém, deixa mais uma vez clara a oscilação do time, que poderia ter saído com a vitória se caprichasse, principalmente no primeiro tempo, com três chances claras de ir às redes. Já são 23 jogos sem vencer fora de casa no Brasileirão e agora a missão de encarar o Goiás na próxima rodada, no Serra Dourada, além de secar os rivais diretos na conclusão da 21ª rodada. O CSA encara o Palmeiras, fora de casa, enquanto o Fluminense pega o Santos, no Maracanã, ambos os jogos nesta quinta.

O primeiro tempo de Ceará e Cruzeiro foi a tônica do sufoco que as duas equipes vivem na atual edição do Brasileiro. O Vovô iniciou a peleja sendo mais incisivo com as jogadas pelas pontas, mas a Raposa foi equilibrando a partida e, aos poucos, passou a ter um controle maior na partida. Mas ficou nítido o porquê do time ser o terceiro pior ataque do Campeonato Brasileiro. Só Pedro Rocha teve duas chances claríssimas de abrir o marcador, mas perdeu todas elas.

O nervosismo na conclusão das finalizações foi seguido pelos arremates de Ederson, um dos atletas mais participativos do primeiro tempo e que parou em uma boa intervenção do goleiro Diogo Silva, e Robinho, que em uma das finalizações tentou sem sucesso encobrir o camisa 1 cearense. Taticamente posicionado em um 4-1-4-1 tendo Robinho como o principal ponto de distribuição de passes do time, o Cruzeiro terminou a etapa inicial com oito finalizações, sendo apenas duas no gol, três para fora e três travados. O Ceará aumentou a intensidade nos últimos minutos. Bergson teve uma boa oportunidade, mas Fábio mandou para escanteio. Essa talvez tenha sido a melhor chance do Vovô, que nos seis chutes a gol das 11 finalizações que teve, acabou concluindo sem muita precisão. Aquela briga de foice entre duas equipes com problemas na hora de balançar as redes.

O Cruzeiro, desde a primeira etapa, já contava com Fred entre os titulares. Pedro Rocha deixou o campo lesionado. Nos 45 minutos finais, Ceni mandou o time ainda mais para o ataque com a entrada de Ezequiel na vaga de Robinho. Era uma aposta para tentar acelerar as jogadas, mesmo perdendo certa qualidade na criação. Inicialmente, a Raposa conseguiu controlar o meio-campo. Só que foi o Ceará que esteve mais próximo do gol. Em um lance de extrema habilidade, Matheus Gonçalves fez jogadaça pelo lado esquerdo em cima de Dedé, e chutou para a defesa de Fábio. No rebote, Fabrício Bruno desviou de peito, Felippe Cardoso teve a chance e o camisa 1 celeste salvou de novo. A bola voltou para Galhardo, que acertou a junção da trave com o travessão.

O Cruzeiro, em mais um segundo tempo complicado, comprovou a queda de rendimento na marcação. E o Ceará se mandou. Aos 31 min, Mateus Gonçalves recebeu sozinho na área e desperdiçou uma oportunidade inacreditável, chutando para fora depois de receber na esquerda. Chamou atenção a passividade do Cruzeiro nas transições na segunda etapa. Mesmo assim, no desespero, a Raposa teve chances seguidas com Fred, de bicicleta, e um chute cruzado de Orejuela. A bola passou próxima à trave. O 0 a 0 não saiu do marcador. Pior para os dois times. A agonia em estado máximo.

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