Com dúvidas no time, Ceni quer Cruzeiro jogando sem peso no Sul

Para buscar a classificação à terceira final seguida de Copa do Brasil e seguir na trilha do heptacampeonato, o Cruzeiro tem pela frente a missão Porto Alegre. Jogar diante do Internacional será um desafio em vários aspectos. Além da necessidade da inversão do resultado, uma vez que inicia a partida desta quarta-feira (4) em desvantagem por ter perdido na ida por 1 a 0, dentro de casa, a Raposa ainda busca atingir seu pleno potencial sob o comando de Rogério Ceni.

Para tanto, a mobilização desde o fim do jogo contra o Vasco, um importantíssimo 1 a 0 no Mineirão pelo Brasileiro, tem sido total pensando neste compromisso, com a comissão adiantando até mesmo a chegada em Porto Alegre para o início da madrugada desta terça-feira. Um treino sem a presença da imprensa está programado no CT do Grêmio, o ensaio final de Rogério Ceni antes do jogo mais importante do ano para a Raposa até então.

“Nos preparamos para ir um pouco mais cedo a Porto Alegre, recuperar os jogadores, ter um dia a mais de descanso e trabalho, tentar desenvolver alguma coisa da parte tática e lá a gente pode também descansar um pouco mais junto, mais próximos. É um jogo difícil, bem complicado, onde o Inter é favorito, mas não temos que carregar peso nenhum. Muito pelo contrário. Nós temos que ir lá solto, colocar a bola no chão e tentar uma vitória. É difícil? É. Impossível? Não”, destacou o treinador do Cruzeiro.

Dentre os pontos que cercam a missão Porto Alegre está também a situação de algumas peças que precisam ser alocadas a esse quebra-cabeças tático que será montado por Ceni. Sem Orejuela, à serviço da seleção colombiana, a opção natural é Edílson, jogador que vem longe do seu potencial e, por conta de atuações esporádicas desde antes da parada para a Copa América, vem sentindo com a falta de ritmo de jogo.

Ainda no sistema defensivo, a dúvida fica por conta do aproveitamento de Léo, que vem treinando com o grupo, mas ainda não atuou sob o comando de Rogério Ceni. Justamente pelo ritmo de jogo, Fabrício Bruno parece ser a opção mais plausível no setor, mas Léo pode voltar a figurar ao lado de Dedé. O defensor se recuperou de um edema na coxa direita.

Na lateral-esquerda, Egídio e Dodô disputam a posição. E do meio para frente fica também a dúvida se Ceni vai manter Robinho atuando como um segundo volante e se vai preferir um ataque mais veloz sem a referência de Fred. Uma coisa é certa, desde o início, a característica ofensiva proposta pelo treinador terá que se fazer presente. O Cruzeiro precisa vencer por dois gols de diferença para seguir na Copa do Brasil. Um novo 1 a 0, só que para o Cruzeiro, leva o jogo para os pênaltis.

“Um jogo mais ofensivo você tem mais chances de vencer. Claro que a gente tem que tomar cuidado com os perigos, principalmente do time do Inter, um time muito rápido quando sai nos contra-ataques. Mas é uma maneira diferente (o jogo proposto por Rogério Ceni), nós estamos nos acostumando ainda, que ao passar das rodadas, a gente vai se adaptar o mais rápido possível no jeito que ele quer”, avaliou o meia Robinho.

O provável Cruzeiro: Fábio, Edílson, Dedé, Léo (Fabrício Bruno) e Egídio (Dodô); Henrique, Robinho, Thiago Neves, Marquinhos Gabriel e Pedro Rocha; Fred (David).

 

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