Brasil sofre com EUA, mas avança e pega Cuba nas semifinais no Pan de Lima

Enfrentar os Estados Unidos nunca será uma tarefa fácil para o Brasil no vôlei masculino. Mesmo diante de um elenco de pouca experiência, a certeza seria de muito trabalho na terceira e última rodada da fase de grupos dentro dos Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru. Nesta sexta-feira, o Brasil se classificaria em primeiro lugar até mesmo com uma derrota no tie-break.

Voltando a apresentar oscilações além da conta, assim como havia acontecido contra México e Chile, a seleção sofreu contra um adversário sem a mesma responsabilidade e muito ajustado no seu sistema de jogo.

No fim, uma virada por 3 a 2 (23/25, 21/25, 25/17, 25/19 e 15/9) para encher o time nacional de motivação para um novo momento decisivo. Neste sábado, às 20h30, o Brasil encara Cuba valendo vaga na decisão. Na outra semifinal, jogam a Argentina (ainda sem perder sets) contra o Chile, que contou com derrota dos EUA para se classificar. O ponta Luicas Lóh teve boa atuação ao marcar 19 pontos, um a mais que o oposto Abouba.

Um 2 a 0 pra ver eliminação por um fio

Depois de um primeiro mais equilibrado, com a diferença de pontos sendo apertada, parecia que as coisas virariam de lado na sequência. Os erros dos norte-americanos ajudaram para que um 11 a 6 fosse aberto, pressionando o time adversário.

A concentração mostrada até a metade da parcial se foi em poucos instantes, com o Brasil sendo castigado num piscar de olhos. Depois de sofrer o empate nos 13 pontos, a equipe do técnico Marcelo Fronckowiak se perdeu. Permitiu a virada e viu os EUA abrirem 2 a 0 na partida. A eliminação era certa com um 3 a 0 para o oponente.

Com a ‘faca no pescoço’, o Brasil ia precisar desmontar uma defesa bem postada e começar a ser mais agressivo no saque e bloqueio. Conseguindo jogar bem em momento de pressão, o time verde-amarelo respirou aliviado após abrir boas vantagens como no 10 a 6 e 16 a 11, contando com a boa entrada do ponta Kadu.

Garantido, mesmo antes do fim

A vitória no terceiro set, sofrendo ‘apenas’ 17 pontos encaminhou a classificação brasileira. Qualquer placar na quarta parcial já garantia a equipe nas semifinais. Faltava saber o placar final do jogo para conhecer o adversário do jogo que valia vaga na decisão.

Preferindo focar mais no jogo do que no breve futuro que estava por vir, o Brasil seguiu com o bom ritmo da parcial anterior. Mais eficiente nos ataques, sempre contando com Abouba para desafogar, o Brasil aproveitou o momento favorável para ficar na frente do marcador durante todo o set e conseguir o empate. No tie-break, os EUA não conseguiram melhorar seu rendimento.

O Brasil foi pra cima para conseguir uma vitória que se mostrava distante depois do que foi apresentado nos primeiros sets. No fim, o alívio pela passagem para as semifinais, tendo os rivais cubanos como adversários. Mais do que a invencibilidade quebrada, a certeza é que uma evolução imediata é necessária para se sonhar com o ouro.

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