ócios e conselheiros do Cruzeiro pedem afastamento de Itair Machado na Justiça

Sócios e conselheiros do Cruzeiro entraram com ação ordinária nesta quarta-feira na 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte pedindo o afastamento do vice-presidente de futebol do clube, Itair Machado. O argumento principal do pedido de liminar é que a nomeação do dirigente para o cargo, feita pelo presidente Wagner Pires de Sá em janeiro de 2018, fere o Estatuto do Cruzeiro e a Lei Pelé pelo histórico de condenações de Itair na Justiça.

No pedido de tutela provisória, os 31 sócios e conselheiros do Cruzeiro alegam que Itair Machado tem “condenações trabalhistas, previdenciárias e criminais em evidente descumprimento do Estatuto do Clube e da Lei vigente (9.615/98 – Lei Pelé)”.
Se não bastasse isso, há ainda fortes indícios de gestão temerária/fraudulenta junto ao Cruzeiro, sendo necessário seu imediato afastamento. Desde já, cumpre-nos repisar, consoante ver-se-á no curso da presente petição inicial, que o ato de nomeação do Sr. Itair Machado de Souza para exercer as funções[

inerentes ao cargo de Vice Presidente Executivo de Futebol resta dotado de nulidade de pleno direito! Ademais, mister sintetizar que as normas legais e estatutárias violadas, dado seu caráter eminentemente cogente, torna insustentável a manutenção do Sr. Itair Machado de Souza no cargo de Vice Presidente Executivo de Futebol. Portanto, o afastamento em caráter provisório é ato que se impõe, com consequente decretação de nulidade de sua nomeação no provimento final da demanda, conforme veremos a seguir”, diz o texto da ação.
Entre os 31 autores da ação contra Itair Machado estão o ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares, o ex-membro do Conselho Fiscal Celso Luiz Chimbida (renunciou alegando falta de transparência da gestão Wagner Pires de Sá) e outros conselheiros influentes como Biagio Teodoro Francesco Peluso, Anisio Ciscotto Filho, Francisco Emilio Brandi Felix e José Gustavo de Mattos Gatti.
Na ação, os sócios e conselheiros fazem seis pedidos, sendo o primeiro deles o afastamento imediato de Itair Machado e a nulidade da procuração feita pelo presidente Wagner Pires de Sá que dá ao vice poderes para fazer diversas negociações e movimentações financeiras.

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